Crise no setor leiteiro atinge produtores do Triângulo e Alto Paranaíba

A produção de leite, pilar fundamental da economia rural no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, atravessa um período de forte instabilidade. Apesar de a região concentrar propriedades altamente tecnificadas e uma indústria robusta de derivados, o aumento da produtividade não tem se traduzido em lucro para os pecuaristas, que lidam com margens cada vez mais apertadas e custos crescentes de produção.
O cenário de 2024 e as projeções para 2025 revelam um descompasso preocupante: enquanto a captação de leite pelos laticínios registrou crescimento, o preço médio pago ao produtor sofreu quedas consecutivas. A situação é agravada pelo alto custo de insumos, como alimentação animal e medicamentos, além da forte pressão exercida pela importação de lácteos vindos de países como Argentina e Uruguai.
Os pequenos e médios produtores são os mais impactados pela crise, enfrentando dificuldades para competir com os preços externos e sustentar investimentos em tecnologia. Em diversas cidades da região, como Uberlândia, Patos de Minas e Ituiutaba, o abandono da atividade já é uma realidade discutida por comitês locais que buscam alternativas para evitar um colapso na cadeia produtiva.
Para especialistas, a manutenção da bacia leiteira regional depende de uma gestão rigorosa e de políticas de crédito mais acessíveis. O desafio do setor agora é transformar a eficiência tecnológica em sustentabilidade financeira, garantindo que o Triângulo Mineiro permaneça como protagonista na produção nacional de leite diante de um mercado globalizado e volátil. Com informações de Regionalzão.

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